terça-feira, 3 de março de 2020

Jesus nas nossas catequeses

Muitas pessoas adultas que hoje procuram a catequese, em busca dos sacramentos, têm dificuldades de apreender os ensinamentos a partir dos Evangelhos. Isso porque, estão acostumadas a ouvir de outras pessoas o que dizem sobre Jesus: “é nosso Deus, nosso Pai, alguém que faz milagres, divino, aquele que pode tudo”. Daí a dificuldade de olhar para Jesus humano-divino e divino-humano. Jesus que é o Filho de Deus, enviado ao mundo para nos revelar quem é Deus, o nosso Pai, e qual é a sua vontade, para que possamos ser mantenedores e participantes do seu Reino aqui na terra.
Jesus de Nazaré, conhecido como o Galileu, porque viveu na Galileia, uma região de Israel, ao ser enviado pelo Pai e viver aqui na terra, no seu tempo, ele viveu com toda a sua humanidade. Se fizermos uma leitura atenta da carta aos Filipenses, um ensinamento ofertado pelo Apóstolo Paulo que se preocupava em ajudar as pessoas a compreenderem Jesus ressuscitado como Filho de Deus, mas também, na terra viveu como humano, pode nos ajudar muito. Em Filipenses, capitulo 2, versículos de 5 a 13, Paulo nos convida a ter o mesmo sentimento de Cristo Jesus. Fala que ele tinha sua condição divina, mas não considerou o ser igual a Deus. Isto é, ele que se encontrava na forma de Deus, sendo Deus, tinha por direito todas as prerrogativas divinas, mas não considerou o estado de igualdade com Deus.
É importante ressaltar que esta igualdade não se refere à sua natureza divina. Desta ele não poderia despojar-se, pois foi reconhecido na sua ressurreição, como Deus, mas de duas naturezas distintas: Divino e humano. Mas despojou-se da sua igualdade com Deus na sua forma de ser: na igualdade de tratamento, de dignidade manifesta e reconhecida, que Jesus poderia ter reivindicado, mesmo na sua existência humana, e não o fez, mas esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana e assim, humilhou-se, e foi obediente até a morte e morte de cruz, na sua condição de humano.
Nossas histórias escritas sobre Jesus de Nazaré, ao se referirem a Ele como um ser humano comum, nos confundem. Mas, esse é o modo de falar sobre Jesus, próprio da maioria dos historiadores, jornalistas, repórteres, estudiosos da religião, romancistas, religiosos gnósticos. Vêm Jesus como o fundador de uma nova religião, um profeta de Israel, um místico, um contestador social, um líder político, um homem bom e simples, um amigo do povo, um homem santo, um homem possuído por Deus.
Muitas expressões religiosas atuais, como o espiritismo, a maçonaria, os movimentos gnósticos e esotéricos, a Nova Era, entre outros, embora apreciem os ensinamentos de Jesus de Nazaré como mestre espiritual, não reconhecem sua divindade. Do mesmo modo, muitos escritos científicos, nas áreas da história, da psicologia, da sociologia, das ciências da religião, entre outras, por causa dos pressupostos do método científico, não se interessam pela divindade de Jesus. Essas produções literárias, científicas, políticas, religiosas, artísticas ou jornalísticas, despojam a pessoa de Jesus de toda a interpretação que sobre ele foi dada pela Igreja no decorrer dos dois milênios do cristianismo.
Muitos não falam, nem escrevem como cristãos, como pessoas de fé. Por isso, não pressupõem a divindade de Jesus de Nazaré. Às vezes, até a negam. As histórias escritas, muitas vezes não trazem as verdades da fé cristã.
Por outro lado, muitas pessoas também acolhem Jesus como Deus, o todo poderoso que resolve tudo e esquecem de sua humanidade. Daí o grande problema do cristão que não consegue seguir a Jesus. Esperam que tudo possa ser resolvido por ele, porque não conseguiriam fazer as coisas que só seriam possíveis a Deus.
Quando buscamos um entendimento da nossa fé nas Palavras do Evangelho e nos ensinamentos da Igreja, que representam o caminhar da tradição da fé cristã, muitas coisas podem ser esclarecidas.
Uma leitura bem feita se faz importante para que nesses escritos possamos resgatar os valores da realidade concreta, histórica, social, política e humana da pessoa de Jesus Cristo. A fé cristã também afirma a humanidade de Jesus. Não podemos crer somente num Jesus Cristo das alturas, mas também de Jesus que caminhou com seu povo e, através de sua convivência aqui na terra, possibilitou a todos conhecer quem é o Deus dos cristãos. Um Deus apresentado por Jesus: um Deus amoroso, misericordioso que cuida de todos e tem compaixão. Jesus é o caminho que nos leva ao Pai, aquele a quem Jesus chama de “abba” Paizinho.
Jesus de Nazaré é a presença e a ação de Deus em nossa história. Cremos num Deus que se fez homem, que viveu no meio de nós, morreu, ressuscitou, voltou para o Pai e enviou o seu Espírito para iluminar a nossa caminhada aqui e sermos os continuadores de sua obra. Fazer sempre o bem a todos. Sermos seguidores de sua Pessoa e anuncia-lo a todas às nações. À luz do seu Espírito, cremos na sua ressurreição. Tão humano foi que só podia ser Deus. Aquele que foi exaltado é aquele que desceu (Fl 2, 6-11), que veio a nós, que se encarnou em nosso meio (Jo 1,14), que desejou ser Deus-conosco (Mt 1, 22-23). Nisso nós cremos: este homem é Deus, este Deus fez-se homem.
Neuza Silveira de Souza. Coordenadora do Secretariado Arquidiocesano Bíblico-Catequético de Belo Horizonte.

Contribuição do catequista Rodrigo Utsch

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Cartaz da Campanha da Fraternidade 2020 para colorir - Catequese na Net

Olá catequistas!
Hoje venho convidar vocês para juntos irmos lá no blog Catequese na Net da nossa querida catequista Cláudia Pinheiro e conferir a sugestão sobre a Campanha da Fraternidade 2020 que ela publicou.
Ela publicou o que a criançada mais gosta de fazer... COLORIR! É o cartaz oficial da Campanha da Fraternidade 2020 para colorir. Vamos lá? Então CLIQUE AQUI.


Paz e luz!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Atividade sobre a Campanha da Fraternidade 2020 - Blog Catequizar com Jesus

Olá catequistas!
Hoje venho convidar vocês para juntos irmos lá no blog Catequizar com Jesus do nosso querido catequista Rodrigo Boechaat e conferir a sugestão de atividade que ele publicou sobre a Campanha da Fraternidade 2020.
Confesso que está excelente e merece ser COMPARTILHADA com os amigos catequistas!

CLIQUE AQUI - Blog Catequizar com Jesus


Até a próxima.
Paz e Luz!

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Campanha da Fraternidade 2020 - Atividades de catequese / Blog Pãozinho do Céu

Olá catequistas!
Hoje venho convidar vocês para juntos irmos lá no blog Pãozinho do Céu da nossa querida catequista Sueli e conferir as sugestões de atividades que ela publicou sobre a Campanha da Fraternidade 2020.
Confesso que todas estão excelentes!

CLIQUE AQUI - PÃOZINHO DO CÉU


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Campanha da Fraternidade 2020: Atividades

Olá catequistas!
Estamos aproximando do tempo da quaresma e consequentemente ao tempo de refletirmos e praticarmos o tema e o lema da Campanha da Fraternidade. Vocês perceberam que aqui em nosso blog está repleto de sugestões, mas hoje venho anunciar a vocês que o Blog Atividades Itinerantes, parceiro do Blog Catequese Com Crianças também tem sugestões de atividades para a CF 2020.
Quer conhecer as atividades?


Abraço fraterno a todos!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Encontro de catequese: Campanha da fraternidade 2020.


Objetivo: Compreender a importância do amor ao próximo e que em Cristo, com Cristo somos todos irmãos.

Material: Caixa de som, fósforo ou isqueiro, fita crepe, folha A4, E.V.A, cola, tesoura, lápis de cor.

Ambiente: Altar com a imagem ou quadro da Santa Dulce dos pobres, um crucifixo, uma vela acesa, cartaz da campanha da fraternidade 2020. Colar ao fundo do altar figuras de olhos ou óculos, corações e mãos.

Local: Sala de catequese 

Desenvolvimento: 1º Momento – Acolher os catequizandos ao som do hino da Campanha da Fraternidade;


2º Momento – Momento orante: Fazer a oração da campanha da fraternidade 2020, o catequista fala e os catequizandos repetem. Depois leia para os catequizandos Mt 5, 38-48 e mostre para todos a importância do AMOR AO PRÓXIMO, até mesmo com os inimigos, pois hoje muitos julgam, mas amanhã quem julgou pode precisar daquele que foi julgado.

3º Momento – O catequista convida os catequizandos a olhar para o altar e pergunta:
a) Hoje iremos refletir sobre o tema e o lema da campanha da fraternidade 2020. No altar tem escrito o tema e o lema da campanha, quem gostaria de ler em voz alta para todos?
b) Atrás do altar tem alguns símbolos. Quais são?
c) Qual ligação os símbolos tem com o lema da campanha da fraternidade? Observação: Se os catequizandos tiverem dificuldade, informe-os que os olhos ou óculos representam a palavra VIU. Os corações representam as palavras SENTIU COMPAIXÃO. As mãos representam as palavras CUIDOU DELE.
d) O que é COMPAIXÃO?
e) Na sociedade quais problemas devemos perceber (VER), SENTIR COMPAIXÃO e CUIDAR para amenizar a situação? Como podemos CUIDAR?

4º Momento – Contar a história de Santa Dulce dos pobres e depois explicar porque ela é conhecida como a intercessora dos pobres e mais necessitados. Perguntar os catequizandos quais exemplos ela nos ensina. Em seguida, montar um porta retrato de EVA e colocar nele o desenho de Santa Dulce dos pobres que os próprios catequizandos vão colorir.

5º Momento – Perguntar os catequizandos quais famílias, instituições, pessoas, entre outros, que eles conhecem e carecem de doações. Juntos escolham uma (ou todas) e façam uma campanha de arrecadação de doações.

Ação:  Durante a semana pedir amigos, vizinhos, parentes, comerciantes, doações, para no próximo encontro ir à entidade escolhida fazer a entrega. Lembre-se que não é só chegar e entregar e sim apresentar o tema da campanha da fraternidade 2020, realizar um momento orante com a palavra de Deus e evangelizar. 

Momento final: Fazer juntos a oração de Santa Dulce dos Pobres.


                                                ANEXOS PARA O ENCONTRO                                                  
(Cartaz oficial CF 2020)


(Olhos para imprimir e colar no fundo do altar)

(Corações para imprimir e colar no fundo do altar)
(Mãos para imprimir e colar no fundo do altar)


A História de Santa Dulce dos Pobres

Irmã Dulce, uma santa nordestina
Quando se fala de santos, a tendência das pessoas é pensar naqueles que estão nos altares representados pelas imagens, ou que se encontram no céu, ou ainda num passado muito distante. De fato, inúmeros santos viveram há séculos ou há quase dois mil anos, porém, muitos outros viveram em nosso tempo. Antes de serem imagens sacras ou de chegarem ao céu, foram pessoas que viveram na terra em meio aos desafios e alegrias da vida cotidiana como nós. Assim aconteceu com a baiana Irmã Dulce, que foi beatificada em Salvador, sua terra natal, no dia 22 de maio.

Sua beatificação é relevante para todo o Brasil, porém, enaltece especialmente a Bahia e todo o nosso querido Nordeste. Sua figura e atuação vão muito além da Igreja Católica, sendo muito querida e admirada também por gente de outras denominações religiosas. Para a sua beatificação foi importante o reconhecimento de um milagre por intermédio de sua intercessão, a recuperação de uma mulher sergipana que havia sido desenganada por médicos após sofrer hemorragia durante o parto. Contudo, a sua beatificação é, acima de tudo, o reconhecimento de uma vida santa que serve de exemplo para todos nós.

Falecida em 1992, já com fama de santidade, Irmã Dulce, conhecida como o “Anjo bom da Bahia”, chamava-se Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Ao tornar-se religiosa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, passou a ser chamada Irmã Dulce. Quando enferma, teve a graça de ser visitada pelo Papa São João Paulo II em 1991.

Ela nos deixou grandes lições de vida como a humildade, a caridade, o serviço, a solidariedade e a partilha, motivada pela fé em Cristo e animada por uma vida intensa de oração. Consagrou-se a Deus servindo aos que sofrem e testemunhando o valor da vida dos que não têm a própria dignidade e direitos reconhecidos. Dedicou-se, com admirável caridade, ao serviço dos pobres, dos desamparados e dos doentes, reconhecendo neles o rosto sofredor de Jesus Cristo. Confiando na Divina Providência e contando com a solidariedade das pessoas, fundou diversas obras sociais e estabelecimentos, dentre os quais se destaca o renomado Hospital Santo Antônio, em Salvador, em cuja capela encontra-se sepultada.

Louvamos a Deus pela nova beata declarada pela Igreja, Irmã Dulce, assim como, por tantas mulheres e homens que se dedicam generosamente ao serviço da caridade em nossas famílias, hospitais, casas de acolhida e comunidades. “Beato”, isto é, “feliz” quem vive o mandamento do amor que Jesus nos deixou, como fez Irmã Dulce.

Dom Sérgio da Rocha 

ATENÇÃO CATEQUISTA!


segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Atividades sobre a Campanha da Fraternidade 2020

Olá catequistas!
Venho compartilhar com vocês sugestões de atividades reflexivas sobre o tema e o lema da Campanha da Fraternidade 2020. O objetivo é ser mais um suporte para preparação dos encontros com a temática. Vários sites e blogs estão compartilhando materiais excelentes, basta dar uma pesquisada no google e mergulhar nas diversas sugestões publicadas, estou dizendo por experiência própria, fiz pesquisas e encontrei muitas coisas bacanas. Vale reforçar que as Editoras Pão & Vinho e Edições CNBB estão com materiais excelentes a venda. Para adquiri-los é só clicar nos links abaixo:


Peço você catequista que acessou o BLOG CATEQUESE COM CRIANÇAS compartilhe nos comentários (abaixo deste post) outros sites que apresentam materiais sobre a campanha da fraternidade 2020 com o objetivo de divulgar mais e mais sugestões para todos nossos irmãos catequistas.

Campanha da Fraternidade 2020
Tema: Fraternidade e vida: dom e compromisso”
Lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34)

(ATENÇÃO: Para a imagem ficar com uma qualidade melhor, clique em cima dela e depois clique em salvar como)







Atenção Blogueiros
Caso queiram divulgar no blog de vocês as atividades acima, não esqueçam de divulgar o link do BLOG CATEQUESE COM CRIANÇAS por favor.

Abraço fraterno a todos!


sábado, 25 de janeiro de 2020

QUAL É O SIGNIFICADO DO SER CATEQUISTA?


Ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação: é o que afirma o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio Internacional sobre Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires.

No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz: Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do catequista”, escreve o Papa.

Ser catequista

Em primeiro lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”, que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.

Com Cristo

O catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideais e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração. Quanto mais Jesus toma o centro da nossa vida, mais nos impulsiona a sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros.

Catequese “mistagógica”

O Papa compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole, se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos e não algo meramente ocasional.

Criatividade

E na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele.

O Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário.”

O Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema “Bem-aventurados os que creem”, e entre os conferencistas estão o Arcebispo Luis Francisco Ladaria sj, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas, Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Via Paulinos
Contribuição do catequista Rodrigo Utsch